AdaptaBrasil é citado em reportagens sobre as tragédias causadas pelas chuvas em Minas Gerais

Casos recentes no estado mineiro e dados do AdaptaBrasil evidenciam a vulnerabilidade de milhares de municípios brasileiros a desastres naturais e a importância do monitoramento de riscos climáticos
Foto de um ângulo vista de cima da cidade de Juiz de Fora em Minas Gerais após chuvas intensas
Imagem capturada pelo Corpo de Bombeiros de Minas Gerais dos desastres causados pelas chuvas intensas em Juiz de Fora.

Dois anos após a tragédia do Rio Grande do Sul, as chuvas intensas que atingiram a Zona da Mata no estado de Minas Gerais no mês de fevereiro reacenderam o debate nas mídias sobre os impactos das mudanças climáticas no Brasil.

 

Nas cidades de Juiz de Fora e Ubá do estado mineiro, temporais provocaram enchentes e deslizamentos que levaram ao isolamento de bairros, mais de 60 mortes e mais de sete mil pessoas desalojadas no último mês de fevereiro. O episódio ocorreu após semanas de precipitações acima da média. 

 

Segundo o Laboratório de Climatologia e Análise Ambiental da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), entre 17h do dia 23 e as 5h do dia 24 de fevereiro, choveu 220 milímetros na cidade. Para o mês inteiro, a média era de 170 milímetros. Até o dia 25, acumulou-se 749 mm, que supera qualquer registro da meteorologia da Universidade desde 1972.

 

Reportagens recentes do portal O Globo e do G1 destacam o risco de deslizamentos na cidade de Juiz de Fora no estado mineiro e apontam que mais de dois mil municípios brasileiros estão expostos a desastres naturais. As informações foram embasadas nos dados do AdaptaBrasil MCTI, reforçando a relevância da plataforma para apoiar o planejamento e criação de soluções para a adaptação climática dos municípios.

 

O portal O Globo chamou atenção para a nota de 0,70 do município mineiro no AdaptaBrasil na escala de 0 a 1 quanto ao risco de deslizamento, que reflete um risco alto. Os fatores que explicam essa nota são os índices de exposição e ameaça da cidade, que mostram um alto número de população e domicílios em áreas de risco e a influência das características topográficas, geológicas e meteorológicas.

 

 

Em paralelo a isso, O Globo também informou os números do AdaptaBrasil que indicam que o município tem risco baixo para inundações, enxurradas e alagamentos (0,23), que é explicado pela classificação muito alta (0,97) da capacidade adaptativa de Juiz de Fora, que considera a gestão de risco, políticas urbanas e capacidade econômica municipal. 

 

Sem esse índice alto, as consequências de desastres se tornam piores, ou seja, um alto nível de capacidade adaptativa indica que o município está melhor preparado para o enfrentamento de desastres.

 

Já o portal do G1, trouxe o fato de que o Brasil tem 2,6 mil cidades com risco alto ou muito alto para desastres, como seca, inundações e deslizamentos de terra, segundo dados do AdaptaBrasil. A reportagem reforça que os municípios precisam conhecer os riscos dos eventos extremos e em seguida planejar como enfrentá-los. Além de mitigar a causa, é preciso se adaptar às suas consequências. 

 

As matérias mostram a importância de analisar os riscos climáticos e a necessidade das cidades se planejarem para enfrentar as mudanças climáticas, tornando as ações de adaptação concretas, além de serem avaliadas e aprimoradas, se necessário, baseadas nas informações de risco que a plataforma traz.